Setor de serviços tem 4ª alta consecutiva e cresce 1,1% em julho, diz IBGE

O volume de serviços cresceu 1,1% em julho deste ano, registrando a quarta alta consecutiva, e chegou ao maior patamar em cinco anos, de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (14).

O resultado foi puxado pela variação positiva dos serviços prestados às famílias (3,8%), como hotéis, restaurantes, buffets e parques temáticos, e pelos serviços profissionais administrativos (0,6%), como atividades jurídicas, serviços de engenharia e soluções de pagamentos eletrônicos.

“Essas duas atividades são justamente aquelas que mais perderam nos meses mais agudos da pandemia. São as atividades com serviços de caráter presencial que vêm, paulatinamente, com a flexibilização e o avanço da vacinação, tentando recuperar a perda ocasionada entre março e maio do ano passado”, afirma Rodrigo Lobo, analista da pesquisa.

Em contrapartida, serviços de informação e comunicação (-0,4%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,2%) e os outros serviços (-0,5%) tiveram resultados negativos.

“A atividade que mais pressionou negativamente foram os serviços de informação e comunicação. Os segmentos de telecomunicações e serviços de tecnologia da informação apresentaram taxas positivas, mas houve uma pressão muito significativa da parte de audiovisual, edição e agências de notícias, que recuaram 11,6% na passagem de junho para julho”, afirma Lobo.

De janeiro a julho, o setor acumula alta de 10,7% e de 2,9% nos últimos 12 meses.

Serviços às famílias não recuperam perdas

Apesar de terem registrado alta em julho, os serviços prestados às famílias ainda não conseguiram se recuperar dos impactos da pandemia, operando 23,3% abaixo do patamar de fevereiro do ano passado.

“Isso é compreensível já que se trata da atividade em que há a maior concentração de serviços prestados de forma presencial. É uma atividade que lida com restrições de oferta. Alguns estabelecimentos fecharam e outros reabriram, mas ainda não operam com plena capacidade. No lado da demanda, há pressão por conta da falta de avanço da massa de rendimento das famílias e do nível de desemprego elevado, que impedem que esse serviço cresça na mesma forma que os demais apurados dentro do setor”, afirma Lobo.

 

Fonte: 6minutos | 16/09/2021

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